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Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Alagoas (2020), com intercâmbio na London South Bank University (Londres, 2015) e pós-graduação em Práticas Culturais Populares pelo Museu Théo Brandão (AL, 2024). Desenvolve trabalhos na intersecção de escultura, fotografia e vídeo, tendo investigação da madeira e sua relação com outras matérias como guia de sua produção artística. 

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Lyara é artista indicada ao Prêmio PIPA 2025, vencedora em primeiro lugar na categoria online. Participou de exposições coletivas como Raízes Mortas Ainda Dançam sobre a Terra (duo com o artista Lucas Cardoso, Maceió, AL, 2024), Contraste (Museu Théo Brandão, Maceió, 2025) e possui obras expostas na São Paulo Fashion Week nos anos 2023 e 2024.

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Investigando a materialidade da madeira, em seus variados estágios e espécies, Lyara centraliza sua pesquisa na investigação dos processos simbólicos de transmutação, decomposição e recomposição, morte e vida. Ao aproximar corpo e matéria trabalhada, há uma proposição de consciência material e reconhecimento dos dos registros de memórias e vivências na matéria.

Relaciona memórias, sonhos e recortes autobiográficos à percepção da matéria e suas possibilidades de registros e respostas à passagem do tempo e a materialidade dos ciclos. Através da pesquisa escultural, a corporeidade é evocada como ferramenta de elaboração de ontologias individuais e coletivas, propondo a integração entre espécies como estratégias de manutenção da vida, a partir dos conceitos de transformação, regeneração e recomposição. 

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Seu trabalho explora rearranjos materiais e a materialidade dos ciclos e da passagem do tempo, bem como a relação entre a matéria e os sistemas complexos e únicos de cada paisagem. Trabalhando na região Nordeste do Brasil, sua pesquisa é profundamente influenciada pelas condições ambientais e culturais de Alagoas, um território marcado pela presença de corpos d’água, paisagens litorâneas, manguezais e tradições de artesanato em madeira e construção vernacular. Seu trabalho aborda a madeira não como um recurso inerte, mas como um material vivo, através do qual as percepções associadas a essa matéria são capazes de reter memória temporal, ecológica e simbólica.

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Por meio de processos escultóricos experimentais envolvendo madeira de poda urbana, resíduos como serragem, pó e cascas desenvolve uma pesquisa material explora paralelos entre corpo e matéria, propondo formas que existem entre fragilidade e permanência, ciclos de vida e morte, paisagem e corporeidade. 

Lyara |  Artes Visuais |  Todos os direitos reservados | © 2026

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